30 junho 2013

"O Trofense" (2ª tentativa)


Ontem fomos, pela segunda vez, ao restaurante "O Trofense", desta vez a convite dos meus pais.
Já íamos com a expectativa baixa, mas ainda assim conseguimos sair um pouco mais desiludidos. Isto fez com que o jantar não nos soubesse muito bem, nem o vinho escapou.
Aparentemente ontem era a festa da sardinha lá no sítio e era necessário reservar, mas nós não sabiamos disso. Então disseram-nos logo que não havia hipótese nenhuma, que estavam completamente esgotados... mas, milagrosamente, passados uns minutos a mulher do dono disse que se arranjava uma mesa na rua. Instalaram-nos não muito longe do fogareiro onde se estavam a assar as sardinhas, logo, podem imaginar o cheirinho que ficou agarrado a nós.
Assim que nos sentámos veio uma rapariga perguntar "Então, o que é que vai ser?", e nós ficámos a olhar uns para os outros e lá perguntámos afinal o que é que havia para comer, porque nem sequer nos trouxeram a ementa. A resposta que tivemos foi "Querem um aperitivo?", nós voltámos a insistir, mas então o que é que poderiamos escolher para o jantar! Finalmente, lá nos deu as 3 hipóteses daquela noite. Passados 5 minutos já tinhamos os pratos à frente - ok, serviço globalmente rápido é apreciado, mas não cheguemos a extremos... mais parecia que nos queriam despachar. Pelos vistos o mal foi geral, ainda íamos nós para a sobremesa e já havia malta a ir embora.
Quando a fizemos desbobinar as sobremesas que estavam à disposição, nada assim muito apetecível. Mas, a título de uma brincadeira, descobrimos que afinal também tinham pastéis de nata (só não percebemos porque não foram apresentados como opção). Eram daqueles congelados e tinham acabado de sair do micro-ondas ou do forno, porque vinham a ferver. Nem o pastel de nata safou o nosso descontentamento.

Quanto ao ambiente, continua a ser parecido com a hora de almoço durante a semana. E o atendimento é do pior. Ali somos todos portugueses, mas não existe simpatia nenhuma para nós clientes.
No entanto, eu e o G. começámos a frequentar uma pizzeria/restaurante aqui na terra onde são super simpáticos e atenciosos. De cada vez que lá vamos temos sempre alguma oferta - aperitivos, digestivos...
Acho, cada vez mais, que os portugueses aqui em França estão pela hora da morte no que toca à simpatia e atenção.

28 junho 2013

Dos trabalhos

Se há pessoa que se liga ao trabalho de uma forma esplêndida, sou eu.
Tirando a parte em que sempre ajudei os meus pais no negócio por conta própria que eles tiveram durante muitos anos, comecei a trabalhar para terceiros com 17 anos.

Fui para uma cidade desconhecida estudar e arranjei um part-time como empregada de balcão. Adorava esse trabalho! Tinha um excelente contacto com o público e as pessoas daquela terra eram extremamente acolhedoras e simpáticas. Fui eu própria que tive que sair deste posto quando cheguei ao ponto de andar-a-estudar+tirar-a-carta-de-condução+trabalhar... não era tudo compatível. Assim, em menos de 3 meses já tinha carta de condução e terminei o curso com bastante aproveitamento. Mas frequentemente ía visitar a minha (ex)patroa.

Depois continuei a ajudar a minha mãe no seu mais recente negócio que já era uma coisa mais de escritório... mas decidi arranjar um part-time como operadora de caixa num supermercado da terra. Tinha perfeita noção de que estava ali apenas para cumprir funções durante aquele grande período de afluência, mas a esperança é sempre a última a morrer. Posto isto, até ao último minuto pensei que me fossem dizer para continuar lá... mas tal não aconteceu. No balneário chorei e chorei ainda mais quando caí na realidade de ter que despejar o cacifo. Amava aquele contacto com o público, gostava bastante do que fazia e conheci muitas pessoas novas.

Após isto, há pessoas que não vão acreditar no que vou dizer, mas candidatei-me para o exército. Fiz os testes, passei com distinção (principalmente nos psicotécnicos e testes de reação) com perfil traçado para snipper e/ou para dar instrução. Por motivos psicológicos que não interessam quais nem porquê, tive que desistir ainda na fase de recruta. Depois tive outra luta...

Acabei por "cair" num trabalho da minha área de formação. Digo "cair" porque nunca pensei conseguir entrar naquele sítio, naquele posto. Aliás, nem pensava que iria ser contactada, mas quando cheguei lá e percebi que apenas tinham sido selecionadas 4 pessoas para fazerem os testes e passar na entrevista, fiquei mais confiante. Apesar de toda a experiência que as outras candidatas poderiam ter (porque eram todas mais velhas do que eu) eu tinha acabado o meu curso à pouco tempo, precisamente naquela área, o que me dava um conforto enorme para manusear as coisas. E, para além disso, sempre tive um grande à vontade com a língua portuguesa - o que me impedia de escrever com um único erro apenas. Trabalhei lá durante mais de 2 anos. E continuam a faltar-me as palavras para o descrever, apenas palavras soltas. 
Garagem.
Dinâmica.
Divertimento.
A essência da 'coisa'.
Vestir a camisola.
Equipa fantástica.
Felicidade!

E agora, bem agora... tenho um trabalho bastante gratificante! Comunico imenso com pessoas (principalmente idosos), conversa-se muito, ajuda-se bastante, conhece-se mais ainda e aprende-se imenso! E isso enche-me o coração.


27 junho 2013

Retraços da Minha Vida (IX)

"Uma sensação estranha, algo difícil de explicar... como se um anjo me afogasse a alma e o meu coração me afogasse em mágoa...
De repente, uma invasão de silêncio, como se os pássaros deixassem de cantar, e o vento que alvoroçava os meus cabelos deixasse de soprar…
Ansiedade por te escutar, por te abraçar, por te ver, por te olhar…
Obsessão por te beijar e também por te compreender.
Entregar-me, admirar-te, sonhar contigo, proteger-te, sentir saudades, desconhecer-me...
Tudo isso… é amar-te!
Quanto tempo vai durar este sofrimento... um segundo, uma eternidade?
Só sei que os meus sentidos enlouqueceram no dia em que os meus olhos o teu olhar conheceram. E que os meu sentidos se desiludiram no dia em que os teus olhos deixaram de ir ao encontro dos meus…
A quem deves dar ouvidos: ao sentimento ou à razão?
Preferiste dar à razão…
Hás-de te arrepender, se quem manda é o coração.
Se estás no caminho certo, isso te dirá o tempo.
Porém, nunca deves lutar contra um sentimento.
Nunca poderá estar mal o que fizeres com amor, pois o amor vem da alma...
Como dizer que te amo com esta distância? Como fazer com que saibas que no meu pensamento és constância e que me fazes muita falta?
Penso em ti, sei que te perguntas se cometeste um grande erro ao dar asas ao teu sentimento por mim… penso no teu olhar doce e sincero, no teu sorriso lindo e reconfortante… durante todo o dia não consigo tirar a tua imagem da minha mente e à noite choro a pensar nas nossas conversas, nos nossos momentos a dois… pergunto-me se pensas em mim, se sentes o mesmo que eu, se dormes mal por esta situação, se sentes a minha falta…
Essa luz misteriosa, lá adiante, a resplandecer inspiração caprichosa, que aparece quando quer, levou um poeta a escrever de maneira apaixonada:“ Nunca digas nunca… Nunca digas sempre…”
Mas eu não estou de acordo; O meu coração não me mente.
Digo que eu nunca te vou esquecer e que te vou querer sempre, sempre!
Desviava do teu ombro o lençol para que te pudesse encher de beijos e carinhos…
As pessoas que passavam lá fora não imaginavam o que se passava lá dentro… dentro de casa… dentro de nós…
Olhava para a roupa no chão… que tempestade… no ar pairava amor e carinho… ternuras a voar…
Quando saíamos á rua, todos olhavam para nós… mas a ninguém passava pela cabeça o que se tinha passado…
Saudades desses momentos… vão ser muitas mesmo…
Saudades de te ver passar com um sorriso na cara, os olhos a brilhar junto com os meus…
Vais fazer falta naquela janela…
A porta aberta… nunca mais… pelo menos para mim…"

Estou quase a ficar viciada em infiltrações e coisas do género

Cheguei agora a casa, com mais uma infiltração no bucho (que é como quem diz na articulação do ombro) mas desta vez foi só uma solução de iodo (produto de contraste) e de adrenalina. Passada uma hora estava a fazer um arthroscanner (não sei exactamente qual o nome deste exame em português). Pela primeira vez na vida, tive um bocado de medo daquela máquina... Por momentos imaginei que algo ía fazer curto-circuito e eu iria morrer ali electrocutada. Respirei fundo e aquilo passou.

Estou a ficar muito experiente nestas andanças. 
Após a infiltração disseram-me que estive perfeita - completamente relaxada, sempre com a cabeça virada para o lado oposto para não me dar uma coisa má e a imaginar que estava a apanhar banhos de sol na praia. A imensa dor que agulha fez a espetar na articulação e depois o liquido a entrar lá para dentro, só fez com que eu respirasse fundo e imaginasse o mar aos meus pés.
Estou a ficar cada vez mais resistente à dor. Não sei se isto é bom... ;)

Aparentemente está tudo bem com a minha articulação, com as cartilagens e não tenho fissuras nos tendões. Resultados mais precisos, só quando o meu médico receber o resultado.

22 junho 2013

Hoje levei tanta porrada...

Não percebo porque razão temos de sofrer tanto para depois ficarmos melhor. Quero com isto dizer que desde que tenho a tendinite já foram infiltrações - que me fizeram andar com o braço ao peito tipo uma semana, com dores de morte durante 3/4 dias - para depois, supostamente, não ter mais inflamação e melhorar as dores.
Agora é a fisioterapia, que quando me mexem no ombro/braço ando 2 dias cheia de dores... Mas hoje, senhores, mexeram-me nos tendões da omoplata até às costelas mais manhosas e passando pelos tendões da zona do sovaco - Meu Deus! Que dores horríveis! Não me lembro de me ter encolhido tanto e de me terem vindo tantas lágrimas aos olhos num tratamento destes... e olhem que já passo por estas coisas de massagistas/osteopatas/fisioterapeutas há longos anos.

Após o tratamento de hoje fiquei com 2 nódoas negras. Deverei fazer queixa na polícia?

20 junho 2013

Olhar e pensar que conhecemos a pessoa? - completamente errado!

Hoje fiquei a conhecer a história de vida real de uma pessoa com quem me cruzo pelo menos uma vez por semana, ela é alemã e no auge dos seus 18 anos - quando terminou a escola - agarrou no dinheiro que tinha posto de parte até então e disse aos pais "Eu sou apaixonada por França, portanto vou comprar um bilhete para lá e não volto nunca mais."
Os pais ainda lhe disseram "Mas tu não podes fazer isso!" e a resposta dela foi "Sim sim, posso. Vão ver como posso!". E pôde mesmo. Veio e andou a dormir pela rua, por aqui e por ali, com uma mala de 14kgs às costas...
Passaram-se 6 anos e ela continua cá... tem um trabalho, tem um namorado, tem uma casa, tem um carro e tem um cão.
Porreiro pah! Nunca seria capaz de fazer uma coisa destas e fiquei a admirá-la um bocadinho mais ao saber disto.

19 junho 2013

Filmes que me mexeram com os sentimentos






"Aftershock": No Chile, um grupo de turistas diverte-se num clube nocturno subterrâneo, quando um terremoto afecta a região. Eles pensam que a maior dificuldade será sair dos escombros, mas algo muito pior espera por eles na superfície. 













"The Call": Jordan Turner é uma experiente operadora do sistema de chamada de emergência norte-americano, que precisa lidar com o pedido de socorro da adolescente Casey Welson, que foi sequestrada. O suspense aumenta quando Jordan percebe que, para salvar a vida da rapariga, terá que lidar com uma conhecida voz do passado.










"Love Is All You Need": Ida é uma cabeleireira que enfrenta um cancro e é apanhada de surpresa pela traição do marido em pleno sofá. Numa tentativa de esquecer os seus problemas, viaja até Itália para o casamento da sua filha, Astrid com Patrick, e aí conhece o pai do noivo, Phillip, que ainda sofre pela morte da sua esposa. A forma desastrosa como Ida e Phillip se conhecem mostra como parecem ser o oposto um do outro. Ela é simples e directa, enquanto Phillip é frio e um pai ausente. Porém, aos poucos, e acompanhados pelas belíssimas paisagens do Mediterrâneo, vão-se conhecendo e expondo os seus medos.

16 junho 2013

Lembram-se do rapaz que me pegou o virus do herpes labial?


Pois é... Há uns dias, milagrosamente (sim, porque ele não tem facebook), deparei-me com uma foto do casamento dele.
Oh well, eu sabia que ele se iria casar num qualquer mês de Maio... só não esperava que fosse já em 2013!
Não estou a ficar velha, ok? Ele tem uns 8 anos a mais do que eu, portanto já estava mais do que na altura de se ter casado... Afinal de contas, o meu irmão é da mesma idade dele e já tem um pequeno garçon com 8 meses e meio. Portanto o rapaz do herpes labial é que se atrasou. Ninguém o mandou acabar com a namorada que tinha antes de andar comigo, eles tinham planeado casar-se em Maio de 2012... e no fim das contas feitas casou-se 1 ano mais tarde do que o previsto, mas com outra pessoa que por acaso tem o mesmo nome da ex.

Acho que eu ter estado ali num intermédio deve ter servido para alguma coisa. Espero que ele tenha aprendido algo comigo e que eu tenha sido uma pessoa importante para ele, assim como ele foi para mim. É só isso que espero das pessoas por quem eu já passei nas suas vidas e elas na minha.


E vocês, o que esperam das pessoas que passam pela vossa vida?

15 junho 2013

Bom fim de semana!

Relativamente à história do 112, ambulância e hospital... Tivemos todos um grande susto com a minha mãe, mas felizmente tudo se normalizou.
Ela tem Parkinson, diagnosticada à cerca de 1 ano, e então enerva-se muito facilmente... Na terça-feira entrou completamente em choque com uma acumulação de stress, caída no chão sem falar nem respirar quase. Lá fui eu a voar de minha casa até lá depois de um telefonema da minha irmã e tive mesmo que chamar o 112. Em Portugal nunca precisei de o fazer e então em França há uma primeira vez para tudo...

Já tinha andado de ambulância em Portugal, fui eu a transportada em duas das vezes e numa delas digamos que a viagem não foi muito agradável. Durante um almoço de dourada no forno, uma espinha daquelas enormes espetou-se numa amígdala. Depois de engolir pão sem o mastigar, beber montes de coisas e a espinha continuar lá cravada sem me deixar sequer engolir a saliva, fomos tranquilamente ao hospital da terra. De lá enviaram-nos para o hospital distrital e dali para o hospital da capital, onde havia a especialização de otorrinolaringologia. E no caminho para Lisboa a ambulância espetou-se junto às portagens... para ajudar à festa a minha mãe estava grávida de 5/6 meses da minha irmã e pensei que fossemos todas morrer. Tudo por causa de uma espinha, sim?!
Quando cheguei à sala do senhor doutor otorrinolaringologista, ele sentou-me numa cadeira, apertou-me o gasganete, disse-me para meter a lingua o mais possível para dentro (contrariamente ao que me tinham dito nos outros 2 hospitais) e sacou a espinha com uma mestria tal.

Adiante!

Acabo de recomeçar a fisioterapia, a notícias não foram muito animadoras (para não variar) mas não há que perder a esperança e ficar triste por isso.
Ainda não posso fazer o tratamento com as ondas de choque, é necessário esperar cerca de mais 2 semanas devido à data em que levei a última infiltração.

Por isto tudo e mais algumas coisas, vai uma música para animar...

 

12 junho 2013

Em França, eu já...

liguei para o 112, andei de ambulância e estive no hospital.

A minha relação com o francês

Desde o ciclo (7º ano de escolaridade) tive a sorte de ter tido sempre fantásticos professores de francês (de inglês nem tanto), e digo sempre que se percebo alguma coisa de francês devo-o a esses meus professores. Sempre adorei o francês, mais do que o inglês porque acho que é uma língua que não se identifica com a nossa, tanto que quando fui para o ensino secundário escolhi francês e não inglês como língua estrangeira. E aí o nível de exigência subiu bastante e aprendi mesmo muito.
A última professora que tive, 'obrigava-nos' a ver filmes em francês sem legendas e a ouvir músicas francesas.


O filme que mais gostei e ainda hoje me lembro bem da moral da história foi "Les Choristes"



E a música que ainda hoje me lembro foi "Moi... Lolita de Alizée", a rapariga tinha 15 anos quando lançou esta música, mas está ainda melhor nesta versão de 2010:

11 junho 2013

A reter

"A sua irritação não solucionará problema algum...
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas...
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida...
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos...
O seu desânimo não edificará ninguém...
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade...
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...
Não estrague o seu dia.
Aprenda a sabedoria divina,
A desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre...
Para o infinito bem!"

 Chico Xavier

10 junho 2013

Portugal: o sítio que fica ao lado da Espanha, onde se usam turbantes e secalhar fica mesmo é no sul de Itália!

Num dia de trabalho desta semana, quando cheguei a casa de uma senhora de 86 anos, esta disse-me:

- Ah, tu est du coin lá, comment ç'appelle ça? Le coin au cotê de l'Espagne!? - tradução: Ah, tu és daquele sítio, como é que se chama aquilo? O sítio que fica ao lado da Espanha!?
- Portugal!
- Oui, c'est ça! - Sim, é isso!


Mas esta não é a única, já me fizeram observações bem piores, como:

- Tu est de Portugal, hun hun très bien, c'est un beau pays! Il fait chaud lá bás... alors, dites-moi, quand vous étiez lá vous avez été obligé de porter le turban avec le visage couvert? - És de Portugal, hun hun muito bem, é um belo país! Faz calor lá... então e diz-me uma coisa, quando lá estavas eras obrigada a usar turbante e andar com a cara tapada?
- (imaginar a minha cara de WTF???) Non, pas vraiment. - Não, nem por isso.


Assim como, certo dia no Lidl numa degustação de pão:

- Vous êtes de quel coin lá? - Vocês são de onde?
- Portugal. Vous connaissez? - Portugal. Você conhece?
- Ah bon?! Oui, je connais... c'est dans le sud de l'Italie. - Ah sim?! Sim, conheço... é no sul de Itália.


E com isto fico sempre a pensar onde estas pessoas andaram quando deviam estar nas aulas de História e Geografia... mas depois, vou ao livro de História e Geografia da minha irmã e percebo perfeitamente a razão deles nunca perceberem muito bem onde é e o que é Portugal.



E depois, provavelmente, nunca mais deram a matéria em que aquela coisa ao lado da Espanha passou a ser Portugal.

09 junho 2013

Love

 "O amor é paciente, o amor é benigno, não é invejoso; o amor não se ufana, não se ensoberbece, não é inconveniente, não procura o seu interesse, não se irrita, não suspeita mal; não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta".

08 junho 2013

Estamos em Junho...

...não sei que tempo faz aí em Portugal (apenas oiço dizer coisas), mas aqui em França - pelo menos nas zonas onde moro e trabalho - as temperaturas esta semana chegaram aos 27º.
Posto isto, alguém me pode explicar porque raio é que ainda há gente com o aquecimento central ligado?

Eu chego a casa e abro as janelas todas (também não são muitas) desejosa que me entre algum ventinho pela casa dentro para baixar a temperatura que se faz sentir cá, mas pelos vistos ainda existem pessoas com frio em pleno mês de Junho. Não percebo!

07 junho 2013

Já é sexta-feira?

A semana passou num instante, ainda assim comecei a sentir o peso do trabalho desde ontem. Estou mesmo a precisar do fim-de-semana... recuperar as poucas horas mal dormidas e não vergar muito a mola que para isso já me basta durante a semana.

A consulta na medicina do trabalho de hoje não correu muito bem, mas também me podiam ter passado logo um atestado de incapacidade para este trabalho e a médica não o fez. Terei de lá voltar daqui a um mês para que se dissipem algumas dúvidas relativamente à forma física do meu braço/ombro. Na terça-feira será outra prova dos 9, veremos...

Tenho algumas coisas interessantes ou não para partilhar convosco, mas agora vou ali descansar o costado (aproveitar que não estarei de serviço nenhum fim de semana este mês) e desejo-vos um bom fim de semana!


06 junho 2013

Vamos todos a cruzar os dedos e a torcer por mim, ok?

Amanhã logo pela manhã vou a uma consulta de medicina do trabalho e na terça-feira será outra, porque trabalho para duas empresas diferentes.

Já agora... gostam do novo aspecto do blog?
Foi o meu G que fez :)

04 junho 2013

A loja Portuguesa (parte 2)

Certo dia estavamos no Leclerc, quando eu e a minha irmã íamos a passar a falar em português entre nós (como sempre) alguém diz assim:
- Olhe desculpe...
Eu continuei como se nada fosse porque acho que nem me apercebi bem que alguém estava a falar para nós, em português. Depois oiço outra vez:
- Olhe desculpe lá... vocês são portuguesas?
Olhámos para trás e sim, era mesmo connosco a conversa.

Vai daí e era uma senhora portuguesa com uma amiga/vizinha francesa mas que adora Portugal e ainda mais a comida portuguesa. Então, não tardou a pergunta:
- Sabem onde fica a loja portuguesa? Já ouvimos falar tanto dela, mas não sabemos onde é!

Entretanto juntou-se o G e a minha mãe à conversa e estava a ver que já não saíamos dali. Entre explicar o caminho para a loja, dizermos quase os produtos todos que existem na loja e ouvir as histórias da senhora francesa que já foi montes de vezes a Portugal e que gosta muito daquilo, conhece a nossa terra, mas adora mesmo é a Figueira da Foz e Fátima (tão óbvio!). Acabámos por trocar contactos e tenho a certeza que naquele dia a senhora francesa foi à loja portuguesa e deixou lá umas quantas notas, tendo em conta a "sede" que a senhora demonstrou pelos produtos portugueses.

E em verdade vos digo que já apanhámos muitos portugueses pelos supermercados, mas assim que percebem que também somos portugueses, calam-se bem caladinhos e não dizem nada... vá-se lá saber porquê!? (É possível que sejam daqueles que depois quando vão a Portugal, é ouvi-los a falar um francês com sotaque português para se armarem em melhores e maiores que os outros, com grandes carros e cheios de ouro até à ponta da unha do dedo mindinho do pé)
Portanto, ter acontecido um momento destes foi bem agradável. Veio revelar que ainda existem pessoas que emigram para França mas que continuam simples e não têm o rei na barriga.

03 junho 2013

É oficial!

Voltei ao trabalho e sou uma pessoa muito mais feliz assim, a trabalhar! Mesmo que seja um trabalho que muita gente despreza e não o queira fazer... eu prefiro trabalhar em qualquer coisa, a estar em casa sem fazer nenhum. 
E é tão bom estar ligada às pessoas, conversar e poder dar-lhes apoio. E sabe melhor ainda receber um e-mail a dizer "Mme. R. est très contente de savoir que tu reviens"!


Entretanto sou obrigada a ir a uma consulta de medicina do trabalho, para avaliarem se posso continuar neste trabalho ou não. Vou sem medos! Será o que tiver de ser...

02 junho 2013

Desabafo

O que fazer quando se ama demais uma pessoa para a deixar ir? 

Mesmo que essa pessoa tenha cometido um erro (não, não foi traição), apesar de estar absolutamente arrependida. E eu estou absolutamente magoada, assim como a minha mãe - porque ele errou na forma que falou com a minha mãe e escolheu as piores palavras.
Se continuarmos juntos, não teremos mais o apoio nem a companhia dos meus pais.

Sinto-me perdida...

Retraços da Minha Vida (VIII)

"Sendo levada para onde não se quer estar,
Acorrentada onde a tristeza paira sobre o ar...
Nesse futuro ilusório, mortas são as minhas esperanças,
Vivendo num mundo com sonhos mortos, lembranças...
Num lugar hostil, sem vida, sem amor, sem um lar
Onde não haverá tempo para sorrir, apenas para chorar..."

01 junho 2013

A vida é irónica, não é?


Estou quase à 4 meses de baixa, tanto tempo em que podia ter acontecido tanta coisa, mas não aconteceu nada de especial nem que desse muito que pensar.

E a 3 dias de recomeçar a trabalhar acontece algo que pode mudar a minha vida para sempre.
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