30 setembro 2013

Começar bem a semana


Uma pessoa ontem estava com a vontade e energia toda de começar uma semana em grande de trabalho logo pelas 8h da manhã, resolver os assuntos pendentes relativamente ao meu quase ex trabalho, ir à fisioterapia e outras coisas mais... mas não!
Uma pessoa ontem à noite começa a sentir picadas na garganta, vai ao espelho abrir a boca e vê uma pinta branca numa amígdala. Faz-se contas de cabeça, sabe-se que tem algures um resto de antibiótico para isto, mais um anti-inflamatório e pastilhas para a garganta, o que daria para aguentar o dia de trabalho até ir ao médico.
Uma pessoa toma tudo e ruma ao trabalho ainda antes das 8h da manhã. Trabalha até à hora de almoço e não aguenta mais, de maneira que já só sente suores frios, má disposição e vê tudo a andar à roda!

O senhor doutor diz que estou bastante contaminada, uma vez que quando lá fui já não era só a garganta, mas também tosse, ouvidos, febre e mau estar.
Sorte que amanhã é o meu dia de folga e na 4a feira a coisa já deve estar controlada.

Boa semana!

27 setembro 2013

Da ida a Portugal

Depois de 1700kms e 20 horas de caminho, chegámos à nossa terra num Sábado às 18h. Assim que saí do carro, de t-shirt e bermudas, disse: "Mas que porcaria de tempo é este? Enganei-me no caminho ou quê?!"
Foi o único sítio onde tive que mudar de roupa por volta das 17h/18h, porque a partir dessa hora não aguentava andar de vestido e sandálias, ou de calções e t-shirt. Pois que aqui o clima é bastante diferente, mas bem que dizemos isso a toda a gente e ninguém acredita. Quando dizemos "Está um calor de morte aqui, nem se consegue respirar, estão 32º!", há logo alguém de Portugal que diz "Pff, isso não é nada! Aqui tem estado 36º, está muito mais calor do que aí." Não está, ok?? Assim como quando no Inverno dizemos que estão -5º dizem logo "Ai, tanto frio!" Sim, faz frio e neva e tudo. Mas se esses -5º fossem na nossa terra em Portugal, morríamos completamente gelados, porque o clima é diferente, ok?

Estivemos lá uma semana, andámos a semana toda constipados. Eu, inclusive, andei a semana toda rouca. Não fomos os únicos, os meus pais e irmã assim que chegaram também levaram com uma constipação em cima e não passou durante as 3 semanas que lá estiveram.
Fui à farmácia comprar um anti-inflamatório e pastilhas para a garganta e paguei quase 15€. Tiveram muita sorte de não ter agarrado no saquinho, ter dito obrigada e ter-me metido a andar... porque é isso que tenho a fazer em França. Agarrar no saco, dizer obrigada e ir embora. Tipo, sorrir e acenar, estão a ver?! O sistema de saúde em Portugal peca tanto pelos preços...

Da única vez que fomos à praia, os termómetros diziam que estavam 31º. Assim que aterrei na toalha de barriga para cima, adormeci durante uma hora, não fiquei vermelha (e olhem que sou branca como a cal) e nem uma gota de suor. 31º? Calor insuportável? Onde??

Gostava de ter estado lá mais tempo, 3 ou 4 semanas era bom. Mas ainda bem que fui e aproveitei da melhor forma aquela semana. E tenho a dizer que até já tinha saudades disto ao fim de uma semana. Esta tranquilidade que se vive por aqui, é incomparável.

19 setembro 2013

Desabafos...

O que eu sei é que já estou farta de andar a caminho dos correios, de gastar dinheiro em cartas registadas com aviso de recepção, já sem trabalhar para esta empresa faz uma semana, de chatear pessoas para me ajudarem a resolver a situação, de ninguém responder a nada sobre este assunto via telefone... e de estar tudo na mesma, sem respostas. Sem saber se vou continuar a trabalhar para estes estúpidos esta empresa e sem saber se posso comprometer-me já com outro trabalho.
Enfim... melhor sorte procura-se. Já estou a ficar pelos cabelos com isto.

Resta-me aproveitar o facto de não trabalhar todos os dias até às 20h (ou mais) até tempo indefinido. Acabar o trabalho o mais tardar às 17h, sabe bem... o problema é o rombo na carteira.

15 setembro 2013

O Sr. Alberto é cá uma coisa..!

Desejo um bom Domingo a toda a gente, deixo-vos com esta foto do Sr. Alberto, pode ser que adoce o dia a alguém...

 


E dançar com o Sr. Alberto deve ser cá uma coisa..!
 

11 setembro 2013

Conhecer o carteiro tem as suas desvantagens

Ou melhor, se as senhoras do La Poste não me conhecessem, hoje o meu dia não tinha começado tão mal.


No início de cá estar, quando estava a ser albergada pelos meus pais, a senhora do La Poste conheceu-me no dia em que veio entregar-me a carta registada com o documento do meu automóvel. Depois voltou a ser relembrada pela minha beleza, quando os meus ex colegas de Portugal me mandaram um grande envelope cheio de lembranças da empresa.
Quando comecei a mudar as coisas para esta casa, uma outra senhora do La Poste chamou-me e veio perguntar qual seria o nome que iria estar naquela caixa de correio dali para a frente. Disse-lhe, mas ela ficou baralhada por ser um nome estrangeiro. Disse que já sabia que era um nome diferente, portanto as cartas nunca iriam parar a outra caixa.
Em Portugal, grande parte das vezes, quando havia correio registado o carteiro nem se dava ao trabalho de tocar à campainha para não perder tempo, deixando o postal na caixa do correio alegando que àquele dia e àquela hora não estava ninguém em casa. O que era, quase sempre, mentira... e nos dava o trabalho extra e perca de tempo de termos que ir para as filas dos CTT para levantar uma carta.
Aqui as senhoras do La Poste tocam à campainha e continuam a fazer a distribuição das cartas no resto da rua, sempre à espera que alguém abra a porta. Só no caso de não aparecer mesmo ninguém é que deixam o postal na caixa.

Hoje, ía eu já a sair com o carro para ir trabalhar quando a carteira me faz sinal para parar porque tinha uma carta registada, ou seja, precisava da assinatura. Lá parei, saí do carro, assinei e olhei para o remetente da carta... e o meu coração começou a adivinhar o que vinha aí.
A empresa do meu trabalho de final de dia, decidiu mudar os meus horários de actividade, sabendo de antemão que eu teria de recusar porque trabalho para outra empresa e não dá para ter aquele horário. Era algo que eles já procuravam há algum tempo, desde que fiquei de baixa 3 meses por causa da minha tendinite no ombro/braço. Isto significa uma ruptura de contrato, o que na minha bolsa equivale a uma dúzia de horas a menos por semana.

E assim começou logo mal o meu dia. Isto tudo porque conheço a senhora do La Poste.

10 setembro 2013

A vida muda tanto

Querem saber um pouco mais de mim? Podem começar a ler.

Quando me alistei para a tropa e recebi a convocatória com o dia dos testes, agarrei em mim, enfiei-me no supermercado e saí de lá com caixas de Cerelac, snacks cheios de nutrientes para ajudar na massa muscular, bebidas energéticas azuis e cor-de-laranja para beber aquando dos treinos de corrida/flexões/abdominais. Isto tudo porque eu tinha 53kgs e 1,61m(e meio, descalça e encostadinha à parede!), e as tabelas que eles nos davam para podermos fazer os testes, no mínimo, eram de 56kgs para 1,60m. E eu tinha duas semanas para ganhar pelo menos 3kgs, de preferência em massa muscular e não em massa gorda!
Fiz algumas flexões, muitos abdominais e corri mais ainda. Cheguei a convidar amigas para correr, mas passados 10kms tinha que estar meia-hora à espera que chegassem... Enfardei-me em Cerelac e coisas do género.
No 1º dia de testes fez-se a triagem, começam logo por ver quem tem tatuagens e piercings, análises ao sangue para despiste de consumo de drogas, raparigas com menos de 1,56m e rapazes com menos de 1,65m, falta de peso, etc. Só nesse dia foram embora uns 80 e tal. Nos rapazes a grande parte foi por ainda existir vestígios de consumo de drogas no sangue, nas raparigas a coisa dividiu-se entre altura a menos, falta de peso e tatuagens visíveis com a farda vestida.
Quanto a mim, chegaram a pensar que estaria ali enviada pelo centro de emprego e então estava a inventar a minha falta de vista. Chamaram lá um comandante para me ir fazer o teste aos olhinhos numa máquina, porque eu sem óculos via as letras todas, a visão lateral era muito boa e outras coisas mais. Da máquina saiu o papelinho com a minha falta de vista precisa e exacta e eu depois disse que estava ali de livre vontade, candidatei-me e pronto!
Eu ali estava, com 1,61m(e meio), 56,8kgs, sem tatuagens e sem o meu piercing na orelha para não criar mal entendidos.
Passei em todos os testes, com especial distinção nos psicotécnicos e tempos de reacção. Saí dali com destino traçado para snipper e/ou para dar instrução (uma vez que tinha mais do que o 12º ano, tinha entrada directa para sargento).
Quando pensei que só iria entrar na recruta dali a 2 meses, afinal havia outro quartel (mais longe) em que podia entrar dali a 12 dias. Disse logo que queria e a partir daí foi a loucura. Comprar soutiens de desporto sem qualquer tipo de metal, coisas para agarrar o cabelo, meias pretas, coisinhas quentes para poder usar dentro do quartel, etc - era inverno e eu fui logo escolher a EPCA - Escola Prática de Cavalaria de Abrantes.

Tive que desistir, pois tive. Tive problemas, imensos. Não por causa da recruta, que naquele sítio é a mais dura do país, fiquei a saber depois. Foram acontecimentos que sucederam na minha vida, confusões familiares e amorosas... tudo na noite anterior da ida para o quartel. Isso esgotou-me mentalmente. Tanto, mas tanto... que eu ao pequeno almoço, que era todos os dias às 7h, já nem conseguia comer um paposseco com manteiga ou beber um copo de leite. Não conseguia, não me entrava pela boca e as lágrimas corriam-me pela cara. Já não conseguia correr de calções e t-shirt e com sapatilhas 2 números abaixo às 5h da manhã na rua. Nem fazer 3 abdominais seguidos. Estava esgotada mental e fisicamente. Mas nunca por causa da recruta, apesar de ser bastante dura. Ao fim de 2 dias já só haviam 3 pelotões, no início eram 5. No mesmo dia que eu desistiu uma camarada alentejana, ela simplesmente andava com os pés em sangue... por causa das sapatilhas 2 números abaixo e as botas rijas. Ao contrário do que disse a toda a gente, a mim não me aconteceu nada disso! Nenhuma mazela física, apenas não fui forte psicologicamente por tudo o que tinha deixado para trás, por não aguentar não saber como as coisas íam ser dali para a frente. E fui-me embora.
E dali para a frente aconteceu tanta coisa má, que eu acho que devo ter embrulhado tudo em papelão e deitei fora. Porque não penso muito em todas as coisas por que me fizeram passar - principalmente a minha família, pais e avós...
Os meus pais redimiram-se e eu perdoei, apesar de continuar sempre com um pé atrás. Os meus avós nunca me pediram perdão e continuam a ser maus para mim, mesmo nas minhas costas. Portanto deitei-os fora do meu coração também. Nunca mais lhes falei, nunca mais os vi.

Cheguei a olhar para trás e arrepender-me de ter desistido. Cheguei a dizer que se ficasse sem trabalho concorria novamente, até ter idade para isso. Mas nunca fiquei sem trabalho e agora aqui estou eu em França.

Ah, trouxemos uma caixa de Cerelac de Portugal para matar as saudades. E essa caixa fez-me reviver esta história.

08 setembro 2013

Este Domingo foi dia de

Braderie aqui na terra. Todos os anos no início de Setembro as pessoas juntam a tralha toda que têm em casa e vão para as ruas da vila vender a preços simbólicos - é isto uma braderie.
As ruas enchem-se de gente desde as 7h às 17h, as pessoas compram barato, os outros acabam com as coisas que só estão a ocupar espaço lá em casa e ainda juntam uns trocos... é uma alegria!
Encontra-se de tudo, desde loiças a televisões, consolas e bicicletas, caricas e vinil, passando bastante pelas roupas e artigos para criança.
O espaço que cada banca ocupa é pago a 2€ por metro quadrado, mas ninguém tem de ir à câmara reservar nem nada parecido. Cada um abanca onde quer (dentro das ruas limitadas para o efeito) e durante o dia aparecem lá as devidas pessoas a cobrar pelos devidos metros quadrados medidos a olho.
O ano passado comprei lá uma tábua de passar a ferro, um ferro de engomar e um secador de cabelo, tudo funcional, praticamente novo e de boas marcas, a 2€ cada. Como vêm, é tudo uma verdadeira pechincha!
Este ano comprei por lá uma carteira e uma mala.


As braderies são algo que se faz pelo menos uma vez por ano em todas as terras aqui da zona, se bem que a da nossa terra é das maiores, pois percorre todas as ruas de todo o centro da vila, reúne centenas de bancas/vendedores e traz milhares de visitantes/compradores.
Tenho cá para mim que se isto existisse em Portugal as pessoas não aderiam muito, porque ainda existe muito aquele preconceito de estar a comprar coisas usadas!

06 setembro 2013

Constatações

Não é que eu seja a favor, mas no espaço de uma semana que estive em Portugal e frequentei - estações de serviço, cafés, bares, pastelarias, padarias, restaurantes, cinemas, casas de pneus e barracas de farturas - ninguém me deu fatura nem sequer perguntaram se queria.

Depois vão para a televisão queixar-se de que apareceu um fiscal no estabelecimento e, por coincidência, têm a gaveta da caixa aberta, não registam nada e só mandam as moedas lá para dentro naquele dia esqueceram-se de emitir faturas e agora têm uma multa de 6000€ para pagar. Feitas as contas, é capaz de sair um bocado mais caro, não?

04 setembro 2013

Desafio TAG

Quando regressei de Portugal, heis que a amiga Maria, do blog A próxima curva, me tinha deixado um desafio para que possam saber um pouco mais sobre mim.
Aconselho vivamente todas as pessoas que por aqui passam a ir visitar o blog da Maria, pois é de uma doçura tal que vão tornar-se seguidores de certeza!
Vamos lá então ao desafio...


Regras
  1. Completar todas as frases
  2. Passar pelo menos a seis blogues e avisar os mesmos de que foram indicados para participar
  3. Ao completar as frases pode escolher completar as mesmas que recebeu ou mudar para outras que ache mais convenientes





TAG



Sou muito amiga de quem me quer bem. Os outros, normalmente, dizem que tenho um coração de pedra.

Não consigo não ajudar alguém, desde que esteja ao meu alcance.

Eu nunca parti nenhum membro do meu corpo!

Quando era criança comia sopa sempre que me apetecia e era maria-rapaz.

Ainda gostava de ter filhos, perder uns 20kgs e viajar por Itália.

Eu já traí e fui traída.

Eu morro de medo de perder as pessoas que amo.

Eu sempre gostei de ser perfecionista.

Se eu pudesse neste momento estaria junto do meu irmão e do meu sobrinho.

Fico feliz quando a família está toda reunida.

Se pudesse voltar atrás no tempo tinha aproveitado ainda melhor o tempo que passei com os meus avós maternos.

Adoro os dias em que não me enervo com nada.

Quero muito atingir os objectivos que ainda estão na lista.

Eu preciso de muito amor à minha volta.

Não suporto pessoas falsas e intriguistas.


 

Convido para realizarem esta TAG os blogues:


O Carteira Vazia



E assim ficaram a saber um pouco mais sobre mim!

02 setembro 2013

Novidades!

Perguntam vocês: Mas quem é que se mete a caminho de Portugal, numa sexta-feira à noite, sem nada planeado, num Peugeot 106, para estar lá só uma semana??

Resposta: EU!

Aquilo que mais ouvi esta semana: Tu és completamente doida!


Praia que mais amo

Cheguei muito mais cansada do que estava quando fui, mas foi uma escolha minha. Escolhi estar com toda a gente e fazer algumas coisas das quais estive privada de fazer durante algum tempo, em vez de descansar. Escolhi perder só 3h para meter os pés na areia e mergulhar no mar (e adormercer na toalha, tal era o cansaço). Escolhi levantar-me todos os dias às 8h e deitar-me às 4h. Escolhi passar um dia inteiro só com 2 dos meus amores - o meu sobrinho e o meu namorado. Escolhi chegar ao sítio onde estava o meu sobrinho sempre a tempo de lhe dar as refeições, mudar a fralda e deitá-lo na cama comigo até adormecer. Escolhi aceitar almoços num lado e jantares noutro. Conduzi 1700kms para cada lado, fiz 500kms nas andanças para estar com todas as pessoas que me estão gravadas no coração. Mas regressei muito feliz e de coração cheio e isso paga qualquer cansaço!
Agora estou de baixa uma semana, repouso e anti-inflamatório, porque com tantos kms seguidos fiquei com uma tendinite no tendão de aquiles e uma contratura muscular.
Mas tenho a alma a sorrir!

Só peço que me desculpem toda esta ausência, porque foi por uma boa causa.
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