26 outubro 2013

Condução acompanhada é só asneirada!


Medo. Muito medo dos carros próximos a mim com este autocolante pespegado na traseira.
Aqui em França as pessoas (ainda adolescentes) de 16 anos podem ter uma aprendizagem antecipada da condução automóvel. Quer isto dizer que podem inscrever-se na escola de condução aos 16 anos, fazer uma formação inicial não inferior a 20h, após uma avaliação de conhecimentos, e no final desta fazem o exame teórico (o código) e recebem a atestação de fim da formação.
Depois, até atingir os 18 anos, para adquirir experiência ao volante, terão de conduzir no mínimo 3000kms acompanhados por alguém do seio familiar com carta de condução há, pelo menos, 5 anos. No decorrer destes kms todos, têm que se apresentar pelo menos três vezes na escola de condução para dizer "já fiz 1000kms!".
No fim disto tudo e já com 18 anos, faz-se um exame prático em estrada de 20m et voila, a carta de condução chega.

Isto tudo para dizer que só vejo é asneiras quando vejo um puto com ar de 14 anos a conduzir um carro com um autocolante destes.
Ontem vi um no trânsito infernal habitual de sexta-feira ao fim do dia. Cheira-me que ele tinha sérias dificuldades em não deixar o carro ir abaixo naquele pára-arranca.
Portanto, volto a dizer - Medo. Muito medo dos carros com estes autocolantes!

22 outubro 2013

Bonecas de porcelana do meu dia-a-dia

Dª Julieta
Menina Irene

Apresentações feitas, digam-me lá... quem aqui gosta de bonecas de porcelana?
Eu sempre tive uma relação de amor-ódio com elas! Aqui por França vejo muitas em casa das pessoas mais idosas, estas são as minhas preferidas.

16 outubro 2013

As ondas de choque e os meus (ex) colegas (mas para sempre amigos)

Quando comecei a fazer o tratamento com ondas de choque no ombro, há cerca de 3 semanas, senti que foram os 3 minutos mais longos da minha vida... Nunca tinha sentido uma dor assim, parece que me estavam a espetar pregos com uma pistola. Agora tenho feito 2 sessões numa, o que equivale a 6 minutos muito longos!
Desde esse dia, a forma que encontrei para me distrair das dores durante o tratamento, é fechar os olhos e recordar os momentos mais especiais, mesmo que vulgares, com os meus (ex) colegas - mas para sempre amigos - de trabalho de Portugal.

Era mais ou menos assim :D

15 outubro 2013

Das pessoas que passam a vida a pedir favores aos outros

Em duas palavras: irrita-me solenemente!
É que a minha boa vontade esgotou-se no momento em que percebi que só sabiam pedir favores, mas se eu pedisse algum favor bem podia esperar sentada que o fizessem.

Mais uma vez não me enganei. Hoje a minha mãe faz anos, desde a semana passada que anda a dizer que não vai fazer nada de jantares lá em casa hoje porque estava a trabalhar, logo, não podia. Hoje à hora de almoço lembra-se de me pedir para ir comprar frangos e meter a assar e fazer bolos. Agora ficou de trombas porque lhe disse que isso não era assim. No meu último aniversário tive que andar a ligar para não sei quantas colegas para ver quem podia trocar o fim de semana comigo, pois era suposto eu estar a trabalhar no fim de semana após o meu aniversário, uma vez que fiz anos a uma sexta-feira neste ano. E tudo porque as excelências queriam jantar e bolos aqui em casa no Sábado... e adivinhem, eu não pedi nada a ninguém! Só tiveram que chegar, sentar e comer.

Têm uma filha em casa quase com 13 anos, mas valha-me Deus, não podemos pedir que a menina faça alguma coisa. Pois, por acaso não podem, porque ela não sabe fazer a ponta de um corno. Porque ninguém lhe ensina nada e ninguém a "obriga" a fazer as coisas. Se estivesse sozinha já tinha morrido obesa de comer brioche com nutella a todas as refeições.

Ainda dei a ideia de fazer a festa no fim de semana, mas também fui agora informada de que vão a Paris este fim de semana. Já está tudo combinado, mas os cornos são sempre os últimos a saber.
E acham que me perguntaram se também queríamos ir com eles? Pois, não perguntaram. Não é que quiséssemos ou pudéssemos, mas as atitudes cada vez mais se revelam uma decepção.

13 outubro 2013

Pensamento dos anos 60

A minha mãe ontem voltou a dizer que os homens são todos iguais, que só querem é andar atrás de rabos de saias, que só pensam em sexo... e desta vez acrescentou que quando se separam não querem saber dos filhos, porque querem é refazer a vida e depois não ligam nenhuma aos filhos e quem quiser que cuide deles e que as mulheres vivem para os filhos.
Isto tudo porque soube da separação de um casal da minha idade que têm um filho em comum e ele quer ficar com a guarda da criança.

Não percebo se a cabeça da minha mãe ficou nos anos 60 onde ela nasceu, ou qual a explicação para este tipo de pensamento...

12 outubro 2013

Cruzes na porta!

Gosto das pessoas que dizem "faço uma cruz à porta e nunca mais lá vou". Gosto da determinação, da força de vontade.
Pois que eu não consigo ser assim!

Quando ainda estava em Portugal, assaltaram-me o carro 2 vezes em pouco espaço de tempo, sempre com o carro à porta de casa. Das duas vezes fiz queixa na GNR e das duas vezes me disseram, deliberadamente, quem eram os assaltantes lá da terra e que o meu carro ficava intacto porque esses ladrões usavam um sistema de chaves falsas para abrir os carros.
Da 2ª e última vez que me assaltaram o carro, foi a vez que fiquei mais possuída. Para além de terem levado o meu mp3 novinho em folha todo xpto (que eu tinha comprado para substituir o mp3 velho e ranhoso que levaram no 1º assalto), ainda tiveram o desplante de abancar dentro do carro a comer as bolachas que eu tinha no porta-luvas e deixaram-me o carro todo sujo. Já para não falar que das duas vezes me deixaram os documentos do carro em cima do banco, mesmo a dizer "Ainda somos bonzinhos, estás a ver? Podíamos levar-te os documentos, mas somos bonzinhos."
Depois do 2º assalto andei completamente variada da cabeça e tratei de ir a um café/restaurante lá na terra onde a mãe do chefe da quadrilha trabalhava como cozinheira. Eu dava-me bem com o dono e tinha a certeza de que ele me podia dar alguma informação ou passar algum aviso aos ladrõezecos. Mas enganei-me. Eu e o G. perguntámos se ele conhecia tais pessoas, porque já me tinham assaltado o carro 2 vezes, e ele disse logo que não sabia de quem se tratava e que não conhecia mesmo ninguém.
Eu passei-me e disse que podia-se enforcar com as coisas que eu, habitualmente, lhe comprava, porque a partir daquele dia não entraria mais ali.
E assim foi, durante uns tempos. Até que chegou um dia que eu precisava mesmo de pão e já não havia em loja nenhuma ali na terra e tive que lá ir. Engoli o orgulho (e o pão) e pronto.


Também já fiz uma cruz à porta num bar, num dia de Carnaval, em que estávamos na fila de pessoas para arranjar lugar para nos sentarmos e umas tias de Cascais passaram quase por cima de nós e sentaram-se logo de modo a que ficasse só uma cadeira disponível. Inicialmente tentámos falar calmamente com elas, mas elas foram super antipáticas e desagradáveis, chegando ao ponto de dizerem para nos sentarmos ao colo delas. Chamámos um dos empregados e ele disse que se elas já estavam sentadas quando chegámos, não podia fazer nada. Eu tentei explicar-lhe como se ele fosse muito burro, que nós já lá estávamos quando elas chegaram, mas ele não quis perceber... Virámos costas e fomos embora. Ainda chegámos a falar com o patrão pelas redes sociais, mas ele decidiu que as tias de cascais eram clientes mais importantes do que nós que éramos pessoas lá da terra. Desejei-lhe todo o mal do mundo, disse-lhe que toda a gente sabia que ele tem aquele bar à custa do tráfico de droga que faz com os barcos do pai e que podia riscar-nos da lista de clientes.
O problema é que depois disso já tivemos que lá voltar, porque parece que naquela terra quando alguém combina um café tem que ser, obrigatoriamente, naquele bar.

Aqui em França já andei chateada algumas semanas com um supermercado aqui na vila, em que os alarmes para mim tocavam sempre à saída. Um dia era uma etiqueta de alarme nas calças, noutro dia era no vestido... Mas à entrada só tocou uma vez, e à saída tocava sempre! Um dia tiraram-me a mala, reviraram tudo e uma pessoa de olhos em bico viu um verniz lá dentro e já me estava a querer acusar de ter roubado o verniz. Tentei explicar-lhe, em chinês, que aquele verniz era de uma marca portuguesa que não se vende em França e muito menos naquele supermercado. Nem nas lojas de chineses.
Passados uns dias entrei lá novamente, a medo, e nada tocou à entrada. Fui lá só buscar peixe para o jantar, quando passo o detector da caixa, aquilo desata a apitar... A rapariga da caixa disse que tinha que chamar a segurança naqueles casos. E eu disse-lhe "Olhe, sabe uma coisa... Pode ficar aí com o peixe, pode cozinhá-lo para o jantar. É que isto já aconteceu vezes demais e não vai haver mais nenhuma filha da p*t* de olhos em bico que me vai mexer na mala. Por isso, vou sair por aquela porta... e se quiserem, venham atrás de mim que depois logo vemos como as coisas correm."
Ninguém veio atrás de mim. Fiquei umas semanas sem lá ir. Desde que voltei os detectores nunca mais apitaram e o segurança cumprimenta-nos sempre.

Há uns dias fiz uma cruz num gabinete de fisioterapia. Existem 2 aqui na vila e eu já experimentei os 2. Cheguei a uma altura em que tinha de me decidir só por 1, porque já andava a fazer umas sessões num e outras noutro e isso não estava a funcionar. Bem, não precisei de escolher. Houve um dia em que quis marcar de uma vez as últimas 4 sessões que tinha e o fisioterapeuta respondeu-me "Tem que ter calma, porque tenho muitas pessoas novas que também precisam de marcar sessões pelo menos 2 vezes por semana. Isto não é assim!"
Pois não, não é assim. É que à conta disso, depois andava eu só com uma sessão por semana. Portanto, como sou eu que pago e com o meu dinheiro faço o que eu bem entendo, desmarquei as sessões que já estavam marcadas e fiz uma cruz à porta.

E vocês, já fizeram cruzes na porta em algum lado?

07 outubro 2013

Hoje...

Hoje fui trabalhar em modo automático, como um robot. Hoje fui fazendo o que tinha a fazer, sem pensar muito nas tarefas que estava a desempenhar. Hoje estive num daqueles dias em que custa falar. Hoje foi difícil abrir a boca para dizer coisas simpáticas e carinhosas. Hoje foi complicado sorrir.


Hoje, ainda assim, acharam que fiz um bom trabalho. Nem lhes passou pela cabeça que eu estava completamente embrenhada nos meus pensamentos e nas saudades das pessoas que me fazem falta e estão longe.

04 outubro 2013

A sério que existem pessoas assim em pleno século XXI?

O meu G. disse-me que hoje no centro de formação ouviu uma rapariga de um qualquer país de leste perguntar a uma chinesa se ela já tinha nascido com os olhos assim, em bico!

02 outubro 2013

A madrasta da minha cunhada

Eu não queria escrever isto aqui, mas anda-me às voltas cá dentro desde que vim de Portugal de férias.
No dia da despedida, o que mais me custou foi deixar o meu irmão e o meu sobrinho. A minha cunhada também, mas é diferente... o meu irmão é sangue do meu sangue e apesar de termos 8 anos de diferença vivemos imensas coisas juntos, quando crianças, adolescentes e já adultos e esses momentos e recordações ninguém nos tira! E o meu sobrinho, é a coisa mais fofa e linda ao cimo da terra neste momento para mim e só me apetecia estragá-lo com beijos e trazê-lo comigo!

Isto para então dizer que, estava eu a "estrafugar" o meu sobrinho de beijos e apertões e diz-me a madrasta da minha cunhada "Você não tem inveja de ter uma coisinha destas?".
Eu fiquei impávida e serena e só consegui dizer "Não! Inveja não!", ao que ela prontamente me respondeu "Pois, se tivesse inveja já tinha arranjado um destes também para si!"

E pronto, é só isto. Obrigada, já desabafei e agora digam-me lá vocês o que pensam desta observação.
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