11 setembro 2013

Conhecer o carteiro tem as suas desvantagens

Ou melhor, se as senhoras do La Poste não me conhecessem, hoje o meu dia não tinha começado tão mal.


No início de cá estar, quando estava a ser albergada pelos meus pais, a senhora do La Poste conheceu-me no dia em que veio entregar-me a carta registada com o documento do meu automóvel. Depois voltou a ser relembrada pela minha beleza, quando os meus ex colegas de Portugal me mandaram um grande envelope cheio de lembranças da empresa.
Quando comecei a mudar as coisas para esta casa, uma outra senhora do La Poste chamou-me e veio perguntar qual seria o nome que iria estar naquela caixa de correio dali para a frente. Disse-lhe, mas ela ficou baralhada por ser um nome estrangeiro. Disse que já sabia que era um nome diferente, portanto as cartas nunca iriam parar a outra caixa.
Em Portugal, grande parte das vezes, quando havia correio registado o carteiro nem se dava ao trabalho de tocar à campainha para não perder tempo, deixando o postal na caixa do correio alegando que àquele dia e àquela hora não estava ninguém em casa. O que era, quase sempre, mentira... e nos dava o trabalho extra e perca de tempo de termos que ir para as filas dos CTT para levantar uma carta.
Aqui as senhoras do La Poste tocam à campainha e continuam a fazer a distribuição das cartas no resto da rua, sempre à espera que alguém abra a porta. Só no caso de não aparecer mesmo ninguém é que deixam o postal na caixa.

Hoje, ía eu já a sair com o carro para ir trabalhar quando a carteira me faz sinal para parar porque tinha uma carta registada, ou seja, precisava da assinatura. Lá parei, saí do carro, assinei e olhei para o remetente da carta... e o meu coração começou a adivinhar o que vinha aí.
A empresa do meu trabalho de final de dia, decidiu mudar os meus horários de actividade, sabendo de antemão que eu teria de recusar porque trabalho para outra empresa e não dá para ter aquele horário. Era algo que eles já procuravam há algum tempo, desde que fiquei de baixa 3 meses por causa da minha tendinite no ombro/braço. Isto significa uma ruptura de contrato, o que na minha bolsa equivale a uma dúzia de horas a menos por semana.

E assim começou logo mal o meu dia. Isto tudo porque conheço a senhora do La Poste.

3 comentários:

  1. pelo menos não tiveste que ir aos ctt's :S

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  2. Vais conseguir encontrar outra coisa e dar a volta!
    beijos
    Maria

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  3. O mercado de trabalho está mal.
    Se tens emprego...é bom.

    Vais conseguir.

    beijinho

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E vocês, o que acham?!

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