02 maio 2013

"O Guinê tinha um camelo...

...estacionado à porta do consultório!"

E quem é o Guinê? É o nosso médico.
Inicialmente mal falava, nós chegavamos ao consultório, fazíamos as nossas queixas, entre gestos e meias palavras ele lá ia dizendo "vient ici", "déshabille toi", "t'as le nez buchée?", e saíamos de lá com a receita na mão.
Depois passou para a fase da embirrância, em que chegou a perguntar-me se eu em Portugal também andava assim sempre doente. Como esse episódio de doença foi aos limites e após 3 antibióticos me foi diagnosticada uma bronquite e depois ainda tive que andar a levar injecções na bimba durante 5 dias... foi aí que ele deu o braço a torcer.
A fase final tem sido o acompanhamento que ele me tem dado nesta tendinite que já tinha dados os primeiros sinais em Novembro passado. Ele tem feito tudo o que está ao seu alcance e até discutiu com os associados dele antes de tomar a decisão de me enviar a um reumatologista. O último favorzinho que ele me vai fazer é falar com o especialista para tentar adiar a pequena coisa cirúrgica que vou ter de fazer... porque ele sabe que já estou a ficar esgotada psicologicamente com toda esta situação que me obriga a não trabalhar já vai para 3 meses.

Com isto tudo só queria dizer que ainda não conseguimos descobrir se ele é gay ou um divorciado/solteiro engatatão.
Tomem nota:
  • Todos os dias usa camisa e um lenço à volta do pescoço.
  • Não usa aliança, mas quando lhe falamos em ir passar férias a Portugal, ele refere sempre que serão duas pessoas a ir.
  • A semana passada esteve de férias no Dubai, diz que há um amigo que tem lá a filha.
  • Desde que voltou que usa o lenço tipo écharpe pelas costas.

Resta-nos ficar na dúvida e ir fazendo piadas com o ar de árabe que ele tem, muito por culpa da cor de pele (principalmente depois do Dubai) e do lencinho que não pode faltar diariamente.

"Olha o Guinê ali, em cima de um camelo!"

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