13 janeiro 2014

Impedimos um assalto!

Na madrugada de Sábado para Domingo, pelas 1h30, estávamos nós a sair do prédio dos meus pais quando deparámos com uns rapazes todos encapuçados e com ar suspeito na garagem do prédio da frente. Eu, enquanto abria o carro, disse para o G. "Algo de estranho se passa naquela garagem!"... mas continuei para dentro do carro, não fossem eles ver-nos e dar-nos uma paulada ou uma navalhada que com este tipo de gente nunca se sabe. Mas quando voltámos a olhar para a garagem, já os vimos a fugir cada um para seu lado, porque repararam que nós olhámos para eles. Nós saímos rapidamente dali e ainda apanhámos um deles a espreitar para fora e assim que nos viu deu logo um salto para trás. Definitivamente, algo não estava bem ali!
Eu comecei a panicar, porque de certeza que estavam a assaltar as garagens e nós ali a ver. E tendo em conta que as garagens do prédio dos meus pais já foram assaltadas 2 vezes no espaço de 4 meses, começou-me a raiva a subir à cabeça. Disse logo que tínhamos que chamar a polícia!
Como não sabíamos o número directo da polícia e não queríamos lançar o pânico na nossa cabeça ao ponto de ligar para o 112, então decidimos ligar para os meus pais a contar o sucedido e saber a opinião deles. O meu pai não se preocupou muito, porque desde que ninguém mexa nas coisas dele, não se está para chatear com as coisas dos outros. Mas eu e o G., infelizmente, não somos assim e não ficaríamos bem com o nosso íntimo se não fizéssemos nada.
Depois de passarmos mais umas vezes por lá e ver que eles continuavam lá dentro, dirigimos-nos à polícia aqui da terra, mas não costuma estar por lá ninguém à noite. Mas a partir do intercomunicador da entrada podemos ligar directamente para a polícia nacional e foi o que fizemos... Quando fomos atendidos, o senhor disse que nos estava a ouvir mesmo muito mal e depois a chamada acabou por cair.
Viemos para casa, porque estava um frio de rachar e eu com uma constipação(?) desde 6a feira. Quando chegámos o G. decidiu ligar para o 112, era a nossa última tentativa. Assim encaminharam-no para a linha nacional da polícia e explicada a situação o senhor disse que iam logo enviar alguém ao local.
Coincidências ou não... no momento do senhor ter de registar o nome do G. e quando ele começou a soletrar, o senhor disse logo que tinha percebido muito bem, porque é português e já tinha percebido pela pronúncia do G. que ele também era português.
Bem, não sabemos como a história terminou porque não conhecemos ninguém naquele prédio para lá ir perguntar e o vizinho que temos que conhece toda a gente está ausente neste momento. Mas esperamos ter ajudado.

2 comentários:

  1. Um exemplo de civismo...parabéns! Cada vez as pessoas se importam menos umas com as outras...não foi o vosso caso mesmo com dificuldades conseguiram denunciar a situação e fazer a vossa parte!
    Beijinhos
    Maria

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