09 maio 2013

Exames nacionais do 4º ano e afins


No meu tempo não lhes chamavam exames nacionais, mas sim provas de aferição. Se fiquei traumatizada por ter de fazer prova de aferição no 4º ano? Não.
Houve ali um tempinho que pensei que secalhar aquilo não tinha corrido tão bem como eu pensava e que talvez pudesse chumbar o ano por causa disso. Mas tive uma amiga e companheira de turma que o foi do 1º ao 9º ano, que me agarrou na mão, do alto dos nossos 9 anos e me disse "Vai tudo correr bem, vais ver! Tenho a certeza que não vais chumbar, tu és muito boa aluna... eu e tu somos as melhores da turma e tu sabes disso!". Por acaso até sabia e então, essas palavras reconfortantes, fizeram-me esquecer esse receio.

Relativamente aos alunos terem de se deslocar a uma escola que não conhecem com pessoas que não conhecem para fazer o exame, penso que os pais são os que armam mais confusão na cabeça deles (e tentam armar na cabeça das crianças) por causa disto. Para mim, se nessa altura tivesse que me acontecer tal coisa, seria uma diversão. Íamos todos de camioneta, para uma escola maior do que a nossa, mostrar aquilo que valemos... afinal de contas, seria uma loucura de alegria!

Em certas escolas os alunos foram obrigados a assinar um termo de responsabilidade em como não tinham levado telemóveis e, noutras foram mesmo revistados à entrada dos exames por dispositivos electrónicos. Antes de mais, isto acontece muito por culpa dos papás. No meu tempo alguém com esta idade tinha telemóvel? Não. No máximo tinhamos um tamagotchi ou um jogo daqueles do tetris. E ninguém morreu por não ter telemóvel, sabiam? Portanto, porque raio é que miudos de 9/10 anos têm que ter telemóvel? Poupem-me...
Mas, assim sendo, fizeram muito bem em assinar o termo de responsabilidade, falando antes com os pais, para que estes vigiassem se os filhos não levavam os telemóveis correndo o risco de serem apanhados e só e apenas os pais é que iriam ser chamados à responsabilidade e à razão.

Esta é a minha opinião, ninguém é obrigado a estar de acordo.
Apenas acrescento que também tive que fazer as provas globais no 9ºano e os exames nacionais no 11º e 12º ano - e aqui, alguns deles até me baixaram a bonita média que eu tinha, porque é um absurdo de conteúdos que não lembra a ninguém. E ninguém fica traumatizado por causa disso. A escola é o nosso trabalho enquanto estudantes, portanto temos obrigação de corresponder ao que somos submetidos e não nos queixar.
No meu curso, felizmente, não tive que fazer nenhum exame porque sempre passei a todas as cadeiras.

2 comentários:

  1. Também acho que as nossas crianças não vão ficar traumatizadas pelos exames de aferição ou pelos termos de responsabilidade (estes acredita, lido com muitas pelo meu trabalho, passaram-lhes mesmo ao lado)...a mim o que me preocupa e torno a dizê-lo é a contradição da valorização destas coisas e relação com o desprezo com que se encaram as verdadeiras questões na Educação e das condições de aprendizagem nas escolas e que o Estado teima em não solucionar e ao contrário continua a agravar...! Sabes acho que as opiniões têm muito a ver com a experiência que cada um tem da questão em foco...E como cada um tem a sua... as opiniões por vezes divergem...e ainda bem!!!! Somos seres únicos e a opinião de todos nós conta para estabelecer debate e chegar à mudança!
    Bjs
    Maria

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  2. Eu sou desse tempo, mas sou mais velha e sim fiz o exame da quarta-classe.
    Os meus filhos já são de outro tempo, e com sinceridade as provas de aferição que eles fizeram não nos afligiram, foram tranquilos, porque eram corrigidas a nível nacional.
    O que eu lamento e discordo plenamente foram os testes intermédios que agora até já se fazem mais cedo. No tempo deles era no 11º ano e se são a nível nacional, nunca deveriam ser corrigidos pelo professor que lecciona a disciplina.
    O professor atribui a nota que quiser porque a decisão é dele e basta gostar menos ou mais de um aluno, para os resultados serem manipulados. Se são a nível nacional, deveriam ser corrigidos a nível nacional também.
    Isto sim revolta-me, as provas de aferição nestas idades ( vão até ao 3º ciclo) não interferem com a média do aluno. As provas intermédias sim, interferem.
    Gostei da forma como expuseste o tema, eu ainda sou do tempo do propedêutico para entrar na faculdade (aulas pela televisão).
    E sou ainda do tempo em que fazia provas orais. Tudo muda, mas não me parece que seja para melhor.
    Beijinhos com carinho.
    Vivi

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E vocês, o que acham?!

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